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Vale a pena comprar um notebook com GeForce RTX 5060?

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Comprar notebooks e computadores de secretária é cada vez mais complicado no mercado mundial, com os preços da memória RAM e dos SSDs a dispararem de forma preocupante. Em 2026, os notebooks para jogos com placas com final 50 e 60 continuarão a ser as opções mais acessíveis no mercado, e a grande questão que se coloca é: será que vale mesmo a pena investir num notebook com uma GeForce RTX 5060?

A Nvidia invejou-me um modelo da Avell  fabricante brasileiro  equipado com uma RTX 5060 para testes, e passou os últimos dias a jogar com essa máquina. A minha conclusão é que, sim, esta placa gráfica móvel aguenta bem os jogos em Full HD  mas há aspectos importantes que o consumidor deve conhecer antes de tomar uma decisão.

Como é a GeForce RTX 5060 para notebooks?

Antes de passar para os testes em jogos, é importante conhecer melhor a GeForce RTX 5060 e sua arquitetura. Este é o segundo modelo de entrada da geração Blackwell para notebooks, e aparece nestas máquinas com o chip GB206, que conta com 3.328 núcleos CUDA responsáveis ​​pelo processamento gráfico.

Este número é relativamente próximo dos 3.840 núcleos presentes na RTX 5060 de computadores de secretária, representando uma diferença de cerca de 15%. O modelo funciona com uma frequência máxima de 1.455 MHz e utiliza 26 núcleos dedicados à atualização de Ray Tracing.

No que diz respeito à memória, a RTX 5060 para notebooks também possui 8 GB GDDR7, mas ao contrário da versão para computadores de secretária  não existe variante com 16 GB. Esta quantidade de VRAM funciona através de uma interface de 128 bits, ou que gera uma largura de banda de 384 GB/s, um valor aceitável para esta categoria.

Com essas especificações, a GeForce RTX 5060 para notebooks mostra um potencial interessante para correr jogos em Full HD. O principal ponto de atenção é o consumo térmico desta GPU, que varia entre 45W e 115W  como no modelo que testamos. Quanto maior o consumo, maior a frequência do chip e melhor o desempenho, mas o aquecimento também aumenta proporcionalmente.

Vale também referir que a Nvidia ainda tem na manga a GeForce RTX 5050, um modelo com apenas 2.560 núcleos CUDA  ou seja, 30% menos do que a RTX 5060. É uma diferença especial no papel, mas nos testes anteriores verifiquei que na prática o impacto não é assim tão grande.

Técnicas:

  • Chip: GB206
  • Processo de fabricação: 4 nm (TSMC)
  • Núcleos CUDA: 3.328
  • TMUs: 104
  • ROPs: 48
  • Núcleos Tensor: 104
  • Núcleos RT: 26
  • Frequência base do clock: 952 MHz
  • Clock máximo: 2,310 MHz
  • Memória: 8 GB GDDR7
  • Barramento: 128 bits
  • Largura de banda: 384 GB/s
  • TDP: 45 W a 115 W
  • Interface: PCIe 5.0

O notebook utilizado nos testes

A Nvidia inveja-me um modelo da Avell, fabricante com soluções térmicas e design bastante competitivo. O equipamento testado conta com um processador Intel Core Ultra 7 155H, com 16 núcleos híbridos e frequência máxima de 4,8 GHz.

Um ponto positivo é que este notebook vem com 32 GB de memória RAM a 5.600 MT/s. Porém, a realidade é que a maioria dos consumidores acabará por adquirir versões com 16 GB devido ao preço. O cenário ideal seria mesmo ter 32 GB nesta máquina, pois jogar em Full HD com Ray Tracing exige bastante memória disponível no sistema.

Como corre a RTX 5060 em Full HD?

Testei este notebook Avell com o RTX 5060 em dez jogos diferentes, e a experiência varia bastante dependendo do título. É importante notar que o desempenho agrada, mas estamos falando de um chip para portáteis, com um desempenho naturalmente inferior ao seu equivalente para computadores de segurança.

Com isso em mente, jogos como Cyberpunk 2077 e Red Dead Redemption 2  focados em narrativa e com alguns anos de mercado  superam facilmente os 70 FPS. Era algo já esperado, dado que as RTX 50 e até as Radeon RX 90 já lidam bem com estes títulos há algum tempo.

No cenário competitivo, Battlefield 6 tem taxas semelhantes. Embora tenha testado com as definições no máximo, o ideal neste tipo de jogo é combinar com qualidade média. Em Counter-Strike 2 , é possível atingir quase 200 FPS com as configurações certas  o que era igualmente esperado.

Resident Evil Requiem é o jogo mais recente que se sai bem sem gráficos de desempenho, o que é dado o peso da sua iluminação realista. Falaremos mais sobre isso futuro.

A partir de The Last of Us: Part 2 em diante, o FPS começa a cair de forma mais notória. Títulos como Black Myth: Wukong e Alan Wake 2 são muito exigentes e mostram que é necessária uma GPU mais robusta para atingir os 60 FPS com fluidez constante.

Embora a metodologia habitual de testes seja tudo correr no máximo, num notebook com RTX 5060 isso não é o mais sensato. Com esta GPU, a melhor abordagem é baixar algumas definições para Alto ou mesmo Médio a diferença visual nem sempre é assim tão evidente.

E o Ray Tracing?

Embora o RTX 5060 não seja especificamente concebido para jogos com muito Ray Tracing, decidi mesmo assim testar. A conclusão é que é possível jogar com esta tecnologia, mas com bom senso e recorrendo a técnicas de upscaling como o DLSS e, dependendo do cenário, o Frame Generation.

Em Cyberpunk 2077 , apenas com DLSS e Ray Tracing Ultra, consegue uma taxa próxima de 45 FPS  um número razoável. Ativar o gerador de fotogramas da Nvidia permite saltar para mais de 80 FPS, tornando a experiência de jogo bem mais agradável.

Não recomendo ativar o Ray Tracing Overdrive nem tentar ligar o Frame Generation nas opções 3x ou 4x. Estas, tecnologias especialmente em conjunto, consomem muita memória, e os 8 GB de VRAM da RTX 5060 não aguentam a pressão.

Por curiosidade, testei também Resident Evil Requiem com o seu potente Path Tracing e o resultado foi claro: não tentem isso. Mesmo com o Multi Frame Generation ativado, o RTX 5060 não consegue executar o Path Tracing de forma minimamente estável, resultando em uma experiência de jogo muito melhor.

Quando se ativa o Ray Tracing em qualidade Alta apenas com DLSS, o resultado é esmagador, mas sofre algumas paragens ocasionais. Ligar o gerador de fotogramas não melhora necessariamente a experiência: na versão 2x o resultado é bom, mas nas restantes há muita gagueira e engarrafamentos que prejudicam a jogabilidade.

Vale a pena comprar um notebook com RTX 5060?

Um notebook com RTX 5060 vale a pena para quem procura uma máquina equilibrada e pretende jogar em Full HD entre 45 e 60 FPS. Esses modelos oferecem até configurações de Ray Tracing e resolução Quad HD, mas é preciso aceitar taxas de fotogramas mais baixas.

A RTX 5060 não é uma placa gráfica de topo, mas em notebooks o desempenho depende de muitos fatores para funcionar bem. Esta GPU precisa estar acompanhada de um bom processador, uma fonte de alimentação adequada e, principalmente, entre 16 a 32 GB de memória RAM.

Os dois primeiros requisitos são relativamente simples de encontrar em vários modelos disponíveis no mercado. O grande problema é a dificuldade em encontrar  a um preço razoável  modelos com 32 GB de RAM, que seria o ideal, dado que os preços da memória são absurdamente elevados.

A maioria dos notebooks com RTX 5060 custa entre R$ 9.000 e R$ 13.000 no mercado brasileiro, o que complica a recomendação. Quanto mais próximo dos R$ 9.000, mais faz sentido a compra, até porque existem alguns modelos abaixo desse valor com RTX 5050.

À medida que o preço sobe, os notebooks com RTX 5060 perdem atratividade. Não é porque os modelos com RTX 5070 estão próximos em preço — esses custam consideravelmente mais. O problema é que não parece consistentemente pagar R$ 13.000 ou mais por um notebook com RTX 5060 que não garante 60 FPS de forma consistente em todos os jogos.

É claro que é difícil comparar apenas pelo preço em notebooks: os modelos mais caros costumam ter telas superiores, melhor construção, mais portas e outros benefícios. A crise global de semicondutores também inflaciona os preços  o que não significa que um RTX 5060 seja um produto ruim ou que não valha o investimento. O problema, para já, é mesmo o custo absurdamente elevado do mercado.

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